Garganta inflamada com pus: o que pode ser e o que fazer?

Garganta inflamada com pus: o que pode ser e o que fazer?

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A garganta inflamada com pus costuma causar preocupação, principalmente quando surgem pontos brancos ou amarelados nas amígdalas, dor para engolir, febre e inchaço no pescoço. Esses sinais podem estar relacionados a uma infecção viral ou bacteriana, mas também existem outras possíveis causas.

O pus aparece como placas, manchas ou pequenos pontos sobre as amígdalas. Apesar de ser frequentemente associado à amigdalite bacteriana, a presença de pus não confirma sozinha que a infecção é causada por bactéria. Vírus também podem causar amígdalas inflamadas, aumento dos gânglios e placas esbranquiçadas.

A Ezmedi orienta que a garganta seja avaliada por um profissional quando houver pus, febre, dor intensa ou dificuldade para comer e beber. O diagnóstico correto evita o uso desnecessário de antibióticos e ajuda a identificar situações que precisam de tratamento rápido.

O Ministério da Saúde informa que a amigdalite pode causar febre, dor de garganta, dificuldade para engolir, mau hálito e inchaço dos gânglios. Nos quadros bacterianos, também podem aparecer pontos de pus amarelado nas amígdalas.

O que significa pus na garganta?

O pus é formado por células de defesa, microrganismos e restos celulares produzidos durante uma resposta inflamatória. Na garganta, ele costuma aparecer sobre as amígdalas, estruturas localizadas nas laterais da parte posterior da boca.

As placas podem ser brancas, amareladas ou acinzentadas. Algumas ficam espalhadas em pequenos pontos, enquanto outras cobrem uma parte maior da amígdala.

Nem toda área branca é pus. Restos de alimentos, cáseos amigdalianos, candidíase e outras alterações também podem formar pontos claros. Por isso, não é recomendado tentar raspar, apertar ou retirar as placas com cotonetes ou objetos.

1. Amigdalite viral

A amigdalite viral é uma das causas mais comuns de garganta inflamada. Pode ser provocada por vírus respiratórios e aparecer junto com tosse, coriza, rouquidão, espirros, conjuntivite ou mal-estar.

Embora seja comum associar pus apenas a bactérias, algumas infecções virais também podem provocar placas nas amígdalas. Nesses casos, antibióticos não resolvem o problema, pois não atuam contra vírus.

O CDC explica que tosse, coriza, rouquidão e conjuntivite são sinais que tornam uma causa viral mais provável.

O que fazer: mantenha hidratação, descanse e procure orientação para controlar dor e febre com segurança. Caso os sintomas piorem ou persistam, é necessária avaliação médica.

2. Amigdalite bacteriana por estreptococo

A faringoamigdalite estreptocócica é causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, também chamada de estreptococo do grupo A. Ela pode provocar dor de garganta de início rápido, febre, dificuldade para engolir, amígdalas vermelhas e placas de pus.

Também podem aparecer pequenos pontos vermelhos no céu da boca e gânglios doloridos na parte anterior do pescoço. Tosse e coriza costumam ser menos comuns nesse quadro.

O CDC apresenta febre, dor ao engolir, amígdalas vermelhas e inchadas, gânglios no pescoço e placas brancas ou faixas de pus como sinais possíveis da infecção estreptocócica.

O que fazer: procure atendimento para avaliação. O profissional pode solicitar teste rápido ou cultura da garganta. Quando a infecção bacteriana é confirmada, o tratamento pode envolver antibiótico prescrito.

3. Mononucleose infecciosa

A mononucleose é uma infecção viral que pode causar garganta muito inflamada, placas nas amígdalas, febre, cansaço intenso e aumento dos gânglios do pescoço.

Algumas pessoas também apresentam aumento do baço ou do fígado. O quadro pode durar mais do que uma amigdalite comum, principalmente em relação ao cansaço.

A mononucleose não é tratada com antibióticos, pois geralmente é causada pelo vírus Epstein-Barr. O diagnóstico pode exigir exame clínico e testes laboratoriais.

O que fazer: busque avaliação se houver cansaço muito intenso, febre prolongada, placas extensas ou gânglios aumentados. Pessoas com suspeita de aumento do baço devem evitar esportes de contato até receberem liberação médica.

4. Cáseos ou pedras nas amígdalas

Os cáseos amigdalianos são pequenos depósitos brancos ou amarelados que se formam nas cavidades das amígdalas. Eles contêm restos de alimentos, células, muco e bactérias.

Diferente de uma infecção aguda, os cáseos podem aparecer sem febre ou dor intensa. Muitas pessoas percebem mau hálito, gosto desagradável ou sensação de algo preso na garganta.

O sistema de saúde britânico explica que os cáseos amigdalianos surgem quando resíduos e bactérias ficam presos nas cavidades das amígdalas e podem endurecer.

O que fazer: mantenha boa higiene bucal e hidratação. Não use objetos pontiagudos nem aplique força para retirar o material. Casos frequentes, dolorosos ou acompanhados de inflamação devem ser avaliados.

5. Candidíase oral

A candidíase oral é uma infecção por fungos que pode causar placas brancas na língua, bochechas, céu da boca e garganta. É mais comum após uso de antibióticos, em pessoas com baixa imunidade, usuários de próteses e pacientes que utilizam determinados medicamentos inalados.

As placas podem sair parcialmente ao serem tocadas e deixar a mucosa avermelhada ou sensível. Porém, não é indicado tentar raspar a garganta em casa.

O que fazer: procure avaliação médica ou odontológica. Quando confirmada, a candidíase pode exigir tratamento antifúngico específico.

6. Abscesso periamigdaliano

O abscesso periamigdaliano é uma complicação em que ocorre acúmulo de pus ao lado de uma das amígdalas. Geralmente provoca dor muito forte de um lado, dificuldade para abrir a boca, voz abafada, salivação e dificuldade importante para engolir.

A úvula pode parecer deslocada para o lado oposto, e o paciente pode ter dificuldade até para engolir a própria saliva.

Um fluxograma da Secretaria de Saúde do Distrito Federal orienta encaminhamento ao pronto atendimento quando há suspeita de abscesso periamigdaliano, especialmente com dificuldade para abrir a boca e alteração da voz.

O que fazer: procure atendimento de urgência. Esse quadro pode exigir drenagem e medicamentos prescritos.

7. Escarlatina

A escarlatina é causada pelo estreptococo do grupo A e pode começar com dor de garganta, febre e dificuldade para engolir. Depois, pode surgir uma erupção avermelhada e áspera na pele.

A língua pode ficar inicialmente esbranquiçada e depois adquirir aspecto avermelhado. A doença é mais frequente em crianças, mas também pode ocorrer em outras idades.

O CDC informa que dor de garganta, febre, náuseas e erupção cutânea estão entre os sinais possíveis da escarlatina.

O que fazer: procure avaliação, principalmente se houver febre e manchas na pele associadas à garganta inflamada.

8. Difteria

A difteria é uma doença bacteriana atualmente menos comum devido à vacinação, mas potencialmente grave. Ela pode produzir uma membrana espessa e acinzentada na garganta, diferente dos pequenos pontos brancos de uma amigdalite comum.

Também pode causar inchaço no pescoço, fraqueza e dificuldade para respirar. A membrana não deve ser retirada em casa.

O Ministério da Saúde alerta que a difteria pode causar dor de garganta, gânglios aumentados e dificuldade respiratória nos casos graves.

O que fazer: busque atendimento imediato diante de uma placa espessa acinzentada, dificuldade respiratória ou suspeita da doença.

Como saber se a infecção é viral ou bacteriana?

Não é possível confirmar a causa apenas olhando a garganta. Febre alta, início rápido, pus nas amígdalas, gânglios doloridos e ausência de tosse podem aumentar a suspeita de estreptococo. Já tosse, coriza, rouquidão e conjuntivite tornam uma infecção viral mais provável.

Mesmo assim, existe sobreposição entre os sintomas. Quando necessário, o profissional pode fazer um teste rápido para estreptococo ou coletar material da garganta para cultura.

O MedlinePlus explica que o teste para estreptococo ajuda a identificar se a dor de garganta é causada por essa bactéria ou por outra causa, como uma infecção viral.

A presença de pus não é motivo suficiente para começar antibiótico sem avaliação.

Garganta com pus precisa sempre de antibiótico?

Não. O antibiótico é indicado apenas quando existe infecção bacteriana compatível e o profissional considera o tratamento necessário. Em infecções virais, ele não reduz a duração dos sintomas e pode causar efeitos adversos.

Usar antibiótico sem indicação contribui para resistência bacteriana, além de poder causar diarreia, alergias e outras reações. Também não é seguro usar sobras de tratamentos anteriores ou medicamentos prescritos para outra pessoa.

Quando o antibiótico é prescrito, deve ser usado na dose, nos horários e pelo período indicado. Não interrompa apenas porque a garganta melhorou.

O que fazer para aliviar a garganta inflamada?

Enquanto aguarda avaliação ou durante a recuperação, hidratação e repouso podem ajudar. Bebidas em temperatura confortável, alimentos macios e ambiente sem fumaça reduzem a irritação.

Gargarejo com água morna e sal pode aliviar o desconforto em adultos e crianças maiores capazes de realizar o procedimento sem engolir. Pastilhas não devem ser oferecidas a crianças pequenas por risco de engasgo.

Medicamentos para dor ou febre devem ser usados conforme orientação profissional e de acordo com idade, peso, alergias e outras condições de saúde.

Não tente furar, espremer ou raspar as amígdalas. Isso pode causar sangramento, lesão e piora da inflamação.

Quando procurar atendimento médico?

Procure avaliação quando houver pontos de pus, febre, dor intensa ou dificuldade para comer e beber. Também é recomendado buscar atendimento se os sintomas não melhorarem após alguns dias ou se piorarem progressivamente.

O NHS recomenda orientação médica quando existem pontos de pus nas amígdalas ou dor tão forte que dificulta comer e beber.

Crianças, gestantes, idosos e pessoas com imunidade baixa, doenças crônicas ou episódios recorrentes devem receber atenção especial.

Quais sinais exigem atendimento urgente?

Procure atendimento de urgência se houver dificuldade para respirar, incapacidade de engolir saliva, salivação excessiva, voz muito abafada, dificuldade para abrir a boca ou aumento rápido do inchaço.

Também exigem atenção dor muito forte de apenas um lado, confusão, desmaio, rigidez importante no pescoço, sinais de desidratação ou manchas extensas na pele associadas à febre.

Esses sintomas podem indicar complicações ou comprometimento das vias respiratórias e não devem ser tratados apenas em casa.

Como reduzir a transmissão?

Infecções virais e bacterianas podem se espalhar por gotículas, saliva e contato com objetos contaminados. Por isso, lave as mãos, cubra a boca ao tossir e evite compartilhar copos, garrafas, talheres e itens pessoais.

Também é importante manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo enquanto houver febre ou sintomas intensos.

Quando houver diagnóstico de infecção bacteriana, siga a orientação profissional sobre o momento seguro para retornar à escola, ao trabalho ou às atividades coletivas.

Conclusão

A garganta inflamada com pus pode ser causada por amigdalite viral, infecção estreptocócica, mononucleose, candidíase, cáseos e outras condições. Embora o aspecto da garganta ajude na avaliação, ele não confirma sozinho a causa.

O tratamento depende do diagnóstico. Infecções virais geralmente recebem medidas de suporte, enquanto algumas infecções bacterianas precisam de antibiótico prescrito. Complicações, como abscesso periamigdaliano, exigem atendimento rápido.

A Ezmedi orienta procurar avaliação quando houver pus, febre, dor forte ou dificuldade para engolir. Diagnosticar corretamente é mais seguro do que usar antibióticos ou tentar remover as placas por conta própria.

FAQ: dúvidas frequentes sobre garganta inflamada com pus

Pus na garganta é sempre infecção bacteriana?

Não. Infecções bacterianas podem causar pus, mas alguns vírus também provocam placas brancas ou amareladas nas amígdalas. A avaliação dos demais sintomas e, em alguns casos, um teste de garganta ajudam a identificar a causa.

Garganta com pus precisa de antibiótico?

Somente quando há indicação profissional para uma infecção bacteriana. Antibióticos não tratam infecções virais e não devem ser usados por conta própria, com receitas antigas ou sobras de outros tratamentos.

Posso retirar o pus das amígdalas?

Não é recomendado raspar, apertar ou furar as amígdalas. Isso pode causar sangramento, ferimentos e piora da inflamação. As placas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

O que ajuda a aliviar a dor de garganta?

Hidratação, repouso, alimentos macios e bebidas em temperatura confortável podem ajudar. Gargarejo com água morna e sal pode aliviar alguns casos, desde que a pessoa consiga realizar sem engolir. Medicamentos devem seguir orientação profissional.

Quando a garganta com pus é uma emergência?

Procure urgência se houver dificuldade para respirar, incapacidade de engolir saliva, voz abafada, dificuldade para abrir a boca, inchaço rápido, dor muito intensa de um lado ou sinais de desidratação.

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