Ginkgo biloba: o que é, benefícios e como tomar

Ginkgo biloba: o que é, benefícios e como tomar

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O Ginkgo biloba é uma planta originária da Ásia cujas folhas são utilizadas na produção de medicamentos fitoterápicos e outros produtos de origem vegetal. O interesse pela espécie está relacionado principalmente a possíveis efeitos sobre a circulação sanguínea e determinadas funções cognitivas. Entretanto, os benefícios dependem da preparação utilizada, da concentração dos componentes e da condição de saúde que está sendo tratada.

Os produtos estudados em pesquisas clínicas normalmente contêm extratos secos e padronizados das folhas de Ginkgo biloba. Eles não são equivalentes a chás preparados em casa, folhas pulverizadas sem controle de qualidade ou produtos vendidos apenas como suplementos. Diferentes métodos de extração podem gerar composições e concentrações muito distintas.

O fato de um produto ser natural não significa que ele seja seguro para todas as pessoas. O ginkgo pode causar efeitos adversos, aumentar a possibilidade de sangramentos e interagir com anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, anti-inflamatórios e outros medicamentos.

Também não é correto afirmar que o Ginkgo biloba aumenta a inteligência, melhora automaticamente a memória de pessoas saudáveis ou impede o desenvolvimento do Alzheimer. Os resultados científicos variam conforme a preparação, a dose, a duração do tratamento e o perfil dos participantes.

Antes de iniciar o uso, é recomendável conversar com médico ou farmacêutico, principalmente quando existem sintomas de perda de memória, tontura, zumbido, alterações circulatórias ou dificuldade de concentração. Esses sinais podem apresentar diferentes causas e precisam de avaliação adequada.

A Ezmedi facilita o acesso a consultas e exames em clínicas, laboratórios e profissionais parceiros. A plataforma pode ser utilizada para buscar avaliação médica antes de iniciar um fitoterápico ou investigar sintomas persistentes.

O que é o Ginkgo biloba e quais benefícios são estudados?

O Ginkgo biloba é uma árvore de grande longevidade. Atualmente, suas folhas são utilizadas principalmente na fabricação de extratos destinados ao uso oral. Os componentes mais pesquisados incluem flavonoides e lactonas terpênicas, substâncias que podem participar de mecanismos antioxidantes e influenciar a circulação sanguínea.

A monografia traduzida pela Anvisa sobre Ginkgo biloba apresenta um uso considerado bem estabelecido para determinadas preparações padronizadas: auxiliar na melhora do comprometimento cognitivo associado à idade e da qualidade de vida de adultos com demência leve.

Isso não significa que qualquer cápsula de ginkgo seja indicada para demência. A conclusão se refere a preparações específicas, com composição e controle de qualidade definidos. A avaliação da memória também precisa ser realizada por um profissional, pois esquecimentos podem estar ligados a sono inadequado, depressão, ansiedade, alterações da tireoide, deficiência de vitamina B12, uso de medicamentos e doenças neurológicas.

A Agência Europeia de Medicamentos também reconhece que extratos secos específicos podem apresentar benefício em adultos com comprometimento cognitivo relacionado à idade e demência leve. Entretanto, a própria instituição informa que o mecanismo não é completamente compreendido e que o tratamento deve ser reavaliado quando não há melhora ou quando os sintomas pioram.

O uso tradicional da folha pulverizada também é citado para alívio da sensação de peso nas pernas e de mãos e pés frios relacionados a distúrbios circulatórios leves. Antes desse uso, condições mais importantes precisam ser excluídas por um médico. Dor nas pernas ao caminhar, inchaço unilateral, feridas que não cicatrizam e mudanças na coloração da pele exigem investigação.

Quando se avaliam todos os estudos disponíveis, os resultados são menos conclusivos. O Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa dos Estados Unidos informa que não existem evidências conclusivas de que o ginkgo seja eficaz para qualquer condição de saúde. A instituição reconhece que pode haver um benefício modesto para sintomas de demência, mas destaca que os resultados são inconsistentes.

O Ginkgo biloba não demonstrou prevenir ou retardar o desenvolvimento da demência. Um grande estudo acompanhado pelo National Institutes of Health avaliou mais de três mil idosos e concluiu que o uso diário do extrato não reduziu a incidência de demência ou doença de Alzheimer.

As evidências também não confirmam que o ginkgo melhore significativamente memória, atenção ou desempenho cognitivo em pessoas saudáveis. Portanto, seu uso não deve ser promovido como uma solução para estudar mais, aumentar a concentração ou compensar privação de sono.

Também não há comprovação consistente de benefício para prevenção de doenças cardíacas, controle da pressão arterial, tratamento de zumbido ou esclerose múltipla. Pequenos estudos investigaram ansiedade, vertigem, sintomas pré-menstruais e recuperação após acidente vascular cerebral, mas os resultados ainda não permitem recomendações gerais.

Um benefício possível em uma condição específica não transforma o ginkgo em um produto indicado para qualquer sintoma circulatório, neurológico ou cognitivo. A decisão deve considerar o diagnóstico, os medicamentos já utilizados e a preparação disponível.

Como tomar Ginkgo biloba com segurança?

O Ginkgo biloba é encontrado em comprimidos, cápsulas, soluções orais e outras apresentações. Para fins medicinais, devem ser utilizados apenas produtos regularizados e acompanhados de informações claras sobre composição, fabricante, concentração, modo de uso e contraindicações.

O consumidor deve verificar se o produto é um medicamento fitoterápico regularizado ou outro tipo de produto permitido pela legislação brasileira. Alegações terapêuticas não podem ser utilizadas livremente em produtos sem a categoria regulatória apropriada. A procedência é importante porque extratos clandestinos podem apresentar concentração desconhecida, contaminações ou ingredientes diferentes daqueles declarados.

A dose não deve ser definida apenas pelo número de cápsulas. Uma cápsula pode conter uma quantidade e uma concentração diferentes de outra marca. Além disso, o extrato padronizado não é equivalente à folha seca, ao pó da planta ou ao chá.

A monografia disponibilizada pela Anvisa apresenta faixas de uso para preparações específicas destinadas a adultos e idosos. Esses valores não devem ser aplicados automaticamente a qualquer produto. A orientação correta é seguir a bula do medicamento e a recomendação do médico ou farmacêutico.

Quando o ginkgo é indicado para comprometimento cognitivo, o tratamento pode exigir várias semanas até que uma possível resposta seja avaliada. A monografia oficial informa que determinados tratamentos foram estruturados por pelo menos oito semanas e recomenda avaliação médica quando não ocorre melhora após três meses ou quando há piora.

Essa informação não significa que todas as pessoas devam usar o produto por oito semanas. A duração depende da indicação clínica, da preparação, da resposta individual e da presença de efeitos adversos. O tratamento não deve ser prolongado indefinidamente sem acompanhamento.

Os comprimidos ou cápsulas devem ser ingeridos conforme as instruções da bula, utilizando água e respeitando os horários recomendados. Não se deve aumentar a dose em busca de resultados mais rápidos nem tomar uma quantidade dobrada para compensar um horário esquecido.

O chá de folhas de ginkgo não possui a mesma padronização dos extratos utilizados nos estudos. A quantidade de componentes ativos pode variar conforme a origem da planta, o cultivo, o armazenamento e o preparo. Por isso, não é possível converter com segurança a dose de um medicamento fitoterápico em xícaras de chá.

As sementes de ginkgo não devem ser utilizadas como substitutas das folhas. O NCCIH alerta que sementes frescas são tóxicas e que reações graves também foram registradas após o consumo de sementes torradas e da planta bruta.

Se o objetivo do uso é lidar com esquecimentos, tonturas ou alterações circulatórias, o primeiro passo deve ser investigar a origem do sintoma. Exames laboratoriais e avaliações clínicas podem ser necessários antes de atribuir o problema à idade ou à circulação.

Pela plataforma de agendamentos da Ezmedi, o usuário pode pesquisar consultas e exames disponíveis em sua região. A Ezmedi atua como facilitadora do agendamento e não substitui a prescrição ou o acompanhamento médico.

Contraindicações, efeitos colaterais e interações

Os efeitos adversos mais relatados incluem dor de cabeça, tontura, desconforto gastrointestinal e reações alérgicas. Algumas pessoas podem apresentar náusea, dor abdominal ou alteração intestinal. O uso deve ser interrompido e avaliado quando surgem sintomas intensos ou inesperados.

Uma das principais preocupações é o risco de sangramento. O ginkgo pode interferir na agregação das plaquetas e influenciar o efeito de medicamentos utilizados para prevenir coágulos. Pessoas que usam varfarina, dabigatrana, clopidogrel, ácido acetilsalicílico ou outros anticoagulantes e antiagregantes não devem iniciar o produto sem autorização médica.

Anti-inflamatórios não esteroides também podem aumentar a possibilidade de sangramentos quando associados a determinadas preparações de ginkgo. O NCCIH destaca as interações entre ervas e medicamentos e relata maior risco de eventos hemorrágicos importantes na combinação de Ginkgo biloba com varfarina.

Antes de cirurgias, procedimentos odontológicos invasivos ou exames que possam provocar sangramento, o paciente deve informar que utiliza ginkgo. A monografia oficial recomenda, como precaução, suspender determinadas preparações alguns dias antes de uma cirurgia, mas a decisão deve ser tomada pela equipe responsável. Não se deve suspender anticoagulantes ou qualquer outro medicamento prescrito por conta própria.

Pessoas com epilepsia ou histórico de convulsões precisam de atenção especial, pois não é possível excluir a possibilidade de o ginkgo favorecer novas crises em indivíduos suscetíveis. O produto também pode interagir com medicamentos anticonvulsivantes.

Outras interações descritas incluem medicamentos como efavirenz, nifedipino e alguns fármacos transportados pela glicoproteína-P. Como não é possível listar todas as combinações, o paciente deve apresentar ao médico ou farmacêutico a relação completa de remédios, vitaminas, suplementos e fitoterápicos utilizados.

O uso é contraindicado durante a gravidez em determinadas preparações medicinais. O ginkgo pode aumentar a tendência a sangramentos e sua segurança para o desenvolvimento fetal não foi estabelecida. Durante a amamentação, também faltam dados suficientes, motivo pelo qual o uso geralmente não é recomendado.

As monografias consultadas não estabelecem indicação relevante para crianças e adolescentes, e algumas preparações são recomendadas apenas para maiores de 18 anos. Pais ou responsáveis não devem oferecer ginkgo para memória, concentração ou desempenho escolar.

Pessoas com distúrbios hemorrágicos, doenças hepáticas, doenças renais, pressão instável ou múltiplos tratamentos precisam de avaliação individual. O fato de o produto ser vendido sem exigência de receita em algumas apresentações não elimina a possibilidade de interações.

Sangramento sem causa aparente, manchas roxas frequentes, sangue nas fezes ou na urina, dor de cabeça súbita e intensa, alteração da fala, perda de força ou reação alérgica importante exigem atendimento médico. Esses sinais não devem ser tratados apenas interrompendo o fitoterápico e aguardando em casa.

O uso mais seguro do Ginkgo biloba começa pela definição de uma indicação real e pela conferência de todos os medicamentos em uso. Quando não há diagnóstico ou quando o produto é utilizado apenas por promessas de “melhorar o cérebro”, o risco pode superar um benefício que ainda não foi demonstrado.

Perguntas frequentes sobre Ginkgo biloba

Ginkgo biloba melhora a memória?

Determinados extratos padronizados podem apresentar benefício modesto em adultos com comprometimento cognitivo associado à idade ou demência leve. Não há comprovação consistente de melhora da memória em pessoas saudáveis.

Ginkgo biloba previne Alzheimer?

Não. Grandes estudos não demonstraram redução do risco de demência ou doença de Alzheimer. O produto também não deve substituir medicamentos, acompanhamento neurológico ou investigação de alterações de memória.

Como tomar Ginkgo biloba?

O modo de uso depende da concentração e da preparação. Devem ser seguidas a bula do medicamento e a orientação médica ou farmacêutica. Não é seguro copiar a dose de outra marca ou substituir extratos por chá.

Quem toma anticoagulante pode usar ginkgo?

O uso só deve ocorrer após avaliação médica, pois o ginkgo pode influenciar a coagulação e aumentar o risco de sangramento quando combinado com anticoagulantes, antiagregantes e alguns anti-inflamatórios.

Ginkgo biloba pode ser usado por crianças ou grávidas?

O uso não é recomendado para crianças e adolescentes nas preparações descritas nas monografias oficiais. Durante a gravidez, determinadas apresentações são contraindicadas, e faltam dados suficientes sobre a segurança na amamentação.

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